“Então, vamos falar de Educação séria”, por Sérgio André

O FUNDEB é a fonte financeira que custeia a Educação Básica, desde os salários dos nossos professores, quanto a manutenção e material para as escolas. Sabemos, no entanto, que o montante liberado pelo Governo Federal, via FUNDEB é insuficiente para atingir com dignidade seus objetivos, haja vista, a condição física precária das nossas escolas públicas, escassez de material básico e remuneração aviltante dos nossos valorosos professores.

Diante desse cenário de recursos insuficientes, vêm-se construindo um consenso de que o Governo Federal tem de aumentar a sua contribuição financeira com a Educação Básica, aquela que primeiro chega ao cidadão e que tem a obrigação de reverter desigualdades estruturantes na nossa sociedade. Tem a missão de ser promotora de sonhos e esperanças de uma vida mais digna e promissora dos meninos e meninas, em especial, os mais vulneráveis. Tem o dever de iniciar o despertar pela curiosidade científica e transformar-nos em um celeiro de ciências que nos fará produtores e não apenas copiadores de conhecimento. Tem a incumbência de nos inserir na estrada do desenvolvimento sustentável para que finalmente sejamos alçados a condição de nação desenvolvida e distribuidora de renda e oportunidades. É, pois, a Educação Básica, alicerce imutável para a libertação do nosso povo de seus jugos históricos, ultrapassados e castradores de possibilidades.

Os representantes do povo, Deputados Federais e Senadores, têm a responsabilidade de nos próximos dias, votarem a lei que torna o FUNDEB, uma política permanente de financiamento da nossa Educação Básica e que aumenta os repasses do Governo Federal de 10% para 20% do PIB até 2026. Essa votação traz impactos imediatos, pois em 2021 já aumenta os repasses para 12,5% e caso não seja aprovada nos deixa órfãos, pois a obrigatoriedade e segurança no repasse de recursos da união deixaram de existir.

Acompanhemos, pois, esse momento fundamental para o futuro do nosso povo. Fiquemos de olho como nossos representantes vão se comportarem nas votações do Congresso. Atentemo-nos para que interesses inescrupulosos não venham a prevalecer sobre o que é prioridade.

Não podemos nos prender a ilações sobre quem tem ou não títulos. Precisamos ser produtivos, proativos, eficientes e portadores da verdade.

Sérgio André
Professor