Eleição na Argentina: Veja quando começa a apuração dos votos

Panfletos dos candidatos à Presidência da Argentina, Javier Milei e Sergio Massa, são vistos no chão após comício eleitoral em Buenos Aires

Argentinos vão às urnas, neste domingo, para escolher quem será o próximo presidente do país: o peronista Sergio Massa, atual ministro da Economia, ou o radical de direita Javier Milei, do A Liberdade Avança. Espera-se que resultados parciais comecem a ser divulgados pela Direção Nacional Eleitoral (Dina), do Ministério do Interior, a partir das 21h locais (mesmo horário de Brasília), em torno de três horas após o encerramento da votação. Já o oficial deve ser divulgado em menos tempo do que no primeiro turno, em 22 de outubro, possivelmente na segunda-feira.

Os eleitores terão, ao todo, 10 horas para se dirigirem às suas seções correspondentes e votarem em seu candidato à Presidência — isto é, das 8h às 18h. Segundo as autoridades eleitorais argentinas, aqueles que estiverem dentro dos locais antes do horário de encerramento poderão permanecer por mais alguns minutos até chegar a sua vez de votar.

De um lado, Massa, um político experiente que promete liderar um “governo de unidade”, mas sob o qual, como ministro, a inflação anual chegou a 143% e a pobreza a 40%. Do outro, o ultradireitista Milei, que se apresenta como um “outsider”, propondo a dolarização da economia e “dinamitar” o Banco Central para eliminar a inflação crônica do país.

A disputa, na qual ambos os candidatos à Casa Rosada experimentam um alto índice de rejeição entre os eleitores, pode ser definida ente os indecisos, num percentual que oscila entre 5% e 18%, segundo pesquisas recentes — chegando, em alguns casos isolados, a superar 30%. Ainda segundo os levantamentos, cerca de 40% dos eleitores não se identificam com nenhum dos dois candidatos.

No primeiro turno, Massa obteve 37% dos votos, seguido de Milei, com 30%. Porém, sobretudo após a crise de desabastecimento de gasolina, no final de outubro, Milei subiu e Massa, naturalmente, perdeu fôlego. Em muitas consultas, o candidato da direita radical aparece na frente, mas com uma vantagem que não supera quatro ou cinco pontos percentuais.

Fonte: O Globo