Eleição argentina: Campanhas de Massa e Milei citam problemas em cédulas de votação

Panfletos dos candidatos à Presidência da Argentina, Javier Milei e Sergio Massa, são vistos no chão após comício eleitoral em Buenos Aires
Panfletos dos candidatos à Presidência da Argentina, Javier Milei e Sergio Massa, são vistos no chão após comício eleitoral em Buenos Aires — Foto: Luis ROBAYO / AFP

Representantes das campanhas dos candidatos à Presidência da Argentina, o peronista Sergio Massa e o líder do partido A Liberdade Avança, Javier Milei, fizeram declarações na tarde deste domingo mencionando problemas com as cédulas de votação.

A irmã de Milei, chefe de sua campanha, Karina Milei, informou à Justiça Eleitoral sobre a utilização de cédulas de votação das Primárias Abertas Simultâneas e Obrigatórias (Paso), de 13 de agosto, no segundo turno deste domingo. De acordo com a apresentação feita pela irmã de Milei, o uso foi detectado nas províncias de Buenos Aires (que representa um terço do eleitorado nacional) e Chaco, no norte do país. O partido da direita radical argentina solicitou que as papeletas das Paso sejam consideradas válidas no segundo turno.

“Recebemos informação de diferentes distritos do país, fundamentalmente das províncias de Buenos Aires e Chaco, indicando que há uma grande quantidade de papeletas nas escolas [onde se vota] que foram as que nosso partido utilizou nas Paso”, diz o documento enviado por Karina aos tribunais eleitorais. No mesmo texto, A Liberdade Avança solicita que as cédulas das primárias, quando foram escolhidos os candidatos que disputariam a eleição presidencial, sejam consideradas válidas no segundo turno.

Já Malena Galmarini, esposa de Massa e figura de proa de sua campanha, mencionou a descoberta de “papeletas rasgadas”, segundo ela, de “forma sistemática”.

— Nos acusaram de fraude [no primeiro turno], e os que rasgaram ou tentam rasgar a transparência deste processo eleitoral democrático são os que nos acusaram — disse Galmarini, após votar no município de Tigre, na província de Buenos Aires.

A esposa de Massa, à frente da Aysa, companhia estatal de águas do país, esclareceu que cédulas rasgadas são válidas, mas alertou para o fato de que várias delas foram danificadas na parte em que está indicado o número do candidato e data da eleição. Galmarini acrescentou que a campanha de Massa está conversando com a Justiça eleitoral para que, nesses casos, o voto também seja considerado válido.

— [ Mesmo com a papeleta rasgada] Fica claro qual é o espírito do eleitor, e isso deve ser respeitado — concluiu a mulher do candidato peronista.

A Câmara Nacional Eleitoral (CNE) respondeu rapidamente às irregularidades apontadas pelos dois partidos políticos que concorrem no segundo turno presidencial da Argentina.

— Quando o conteúdo é inequívoco, nessas condições é considerado válido — disse o secretário da CNE, Sebastián Schimmel, ao canal de TV Todo Noticias, tentando acalmar a população.

Fonte: O Globo

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