Diplomacia brasileira tem reunião na Venezuela sobre eleições do país

Nicolás Maduro e Lula
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), são aliados históricos na América Latina

O ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Yvan Gil, convocou na 2ª feira (1º.abr.2024) uma reunião com diferentes diplomatas no país para falar sobre a lisura das eleições venezuelanas de 2024. O Poder360 apurou que toda a equipe de diplomacia brasileira em Caracas compareceu ao encontro.

O compromisso foi marcado depois de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) subir o tom e dizer ser “grave” o impedimento do registro da candidatura de Corina Yoris, opositora ao presidente Nicolás Maduro. Normalmente, o petista adota um discurso ameno e favorável ao atual governo venezuelano, de quem é aliado desde gestões anteriores.

No X (ex-Twitter), Yvan Gil afirmou que o encontro serviu para enfrentar uma “campanha internacional de desinformação” que, na avaliação do chanceler, tenta “deslegitimar” as eleições de 28 de julho.

“A reunião contribuiu para reconhecer a atmosfera de paz que o nosso país vive graças às ações do nosso governo e ao compromisso do povo em participar nas novas eleições de forma protagonista, como têm feito durante 25 anos. Desta forma, enfrentamos a campanha internacional de desinformação que tenta deslegitimar as nossas eleições de 28 de julho para jogar a favor das ações violentas e antidemocráticas de um pequeno setor isolado da oposição”, escreveu.

A crítica de Lula se deu durante visita do presidente da França, Emmanuel Macron, ao Brasil, na 5ª feira (28.mar.2024).

Questionado por jornalistas, o petista declarou: “Eu fiquei surpreso com a decisão. Primeiro, a decisão boa da candidata proibida de ser candidata pela Justiça de indicar uma sucessora, achei um passo importante. Agora, é grave que a candidata não possa ter sido registrada”, afirmou Lula, que também elogiou o fato de a 1ª candidata de oposição ter indicado outro nome para sucedê-la.

Yoris não conseguiu acessar a plataforma fornecida pelo governo venezuelano para registrar sua chapa. Segundo o Ministério das Relações Exteriores do Brasil, o impedimento configura uma violação ao acordo de Barbados, em que a Venezuela assegurou a realização de eleições livres em troca do fim das sanções ao petróleo local.

Na 3ª feira (26.mar), a principal coalizão de oposição da Venezuela, a PUD (Plataforma Unitaria Democrática), conseguiu registrar Edmundo González como candidato provisório.

Antes de Corina Yoris, a ex-deputada María Corina Machado também havia tido seu registro de candidatura negado. Ela venceu a disputa interna da oposição. Machado foi quem indicou Yoris como sua substituta.

Fonte: Poder360

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