Dino fala sobre investigação de grupo radical Hezbollah no Brasil: ‘só temos um lado, é o da lei e dos compromissos internacionais’

Ministro da Justiça, Flávio Dino.
Ministro da Justiça, Flávio Dino. — Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, comentou nesta quarta-feira (8) sobre a operação deflagrada pela Polícia Federal contra terroristas ligados ao grupo radical libanês Hezbollah. Durante evento no Palácio Guanabara, na Zona Sul do Rio de Janeiro, o ministro definiu o “compromisso claro” do presidente Lula de combate ao terrorismo no país.

— Hoje mesmo Polícia Federal está realizando uma investigação em torno da hipótese de uma rede terrorista buscando se instalar no Brasil. Veja, uma hipótese. A Polícia Federal está investigando e mostrando que, neste caso, nós só temos um lado, é o lado da lei, dos compromissos internacionais que o Brasil assumiu — afirmou o ministro.

Nesta quarta-feira, dois homens foram presos e 11 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em São Paulo, Minas Gerais e Distrito Federal. Segundo os investigadores, eles eram financiados e foram aliciados pelo Hezbollah. Os dois presos são brasileiros e há outros dois alvos de pedido de prisão que estão no Líbano.

O grupo planejava promover atentados contra prédios da comunidade judaica no Brasil, inclusive sinagogas, aponta a investigação.

Um dos presos foi detido no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, ao chegar de uma viagem do Líbano. A PF acredita que ele já chegou com informações para praticar os ataques. O outro foi preso em São Paulo.

Batizada de operação Trapiche, a ação mira um grupo que tinha o objetivo de promover “atos preparatórios de terrorismo”, segundo a nota da corporação.

Os recrutadores e os recrutados devem responder pelos crimes de constituir ou integrar organização terroristas e de realizar atos preparatórios de terrorismo. As penas máximas, se somadas, chegam a 15 anos e 6 meses de reclusão.

Fonte: O Globo

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