Criança morre após ser esquecida em van; donos do veículo são presos

A van pertencia ao programa Transporte Escolar Gratuito (TEG) da Prefeitura de São Paulo. O órgão informou que descredenciou o motorista -  (crédito: Prefeitura de São Paulo/Divulgação)

Um garoto de dois anos morreu após ser esquecido em uma van escolar, na Vila Maria, em São Paulo, na terça-feira (14/11). O menino deveria ser entregue pelo transporte à escola pela manhã, mas foi esquecido dentro do veículo e encontrado apenas à tarde. O motorista levou a criança ao hospital, já sem vida, por volta das 16h20.

Na manhã desta quarta-feira (15/11), dois responsáveis pelo transporte escolar, que faz parte do programa gratuito da prefeitura de São Paulo, foram presos em flagrante em São Paulo. Um homem de 45 anos e uma mulher de 44 anos foram autuados por homicídio doloso. 

Ao Correio, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou que “a vítima havia sido pega em sua residência, ainda pela manhã. Já na tarde do mesmo dia, por volta das 15h30, o indiciado a encontrou trancada dentro da van”.

“A criança estava desmaiada e foi encaminhada ao hospital Municipal Vereador José Storopolli, onde foi constatado o óbito. Na delegacia, a cuidadora e o motorista foram autuados em flagrante por homicídio doloso. Foram solicitados exames junto ao Instituto Médico Legal (IML). Os laudos estão em elaboração e, assim que finalizados, serão analisados pela autoridade policial. O caso foi registrado no 73° DP (Jaçanã)”, acrescentou a nota. 

A suspeita da polícia é de que o calor teria causado a morte da criança. São Paulo registrou, na terça-feira, 37,3ºC, com umidade relativa do ar próximo aos 21%. O estado estava em alerta pela onda de calor.

Em nota, a Prefeitura de São Paulo lamentou o caso e informou que uma equipe de psicólogos e psicopedagogos foi direcionada para atender a família da criança.

O órgão também afirmou que o motorista foi descredenciado do programa Transporte Escolar Gratuito (TEG) e um processo administrativo foi aberto para apurar a conduta do profissional.

O Correio entrou em contato com a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo para saber atualizações do caso, mas não obteve resposta até a última atualização desta matéria.

Fonte: Correio Braziliense