Corte da Guatemala rejeita recurso do presidente eleito para frear assédio do MP

O presidente eleito da Guatemala Bernardo Arévalo
O presidente eleito da Guatemala Bernardo Arévalo — Foto: AFP

A Suprema Corte de Justiça da Guatemala rejeitou nesta quarta-feira,15, um recurso apresentado pelo presidente eleito, Bernardo Arévalo, para deter as ações do Ministério Público, que ele considera parte de um “golpe de Estado em andamento” para impedir sua posse em janeiro.

“Por unanimidade, o amparo solicitado por Arévalo é indeferido definitivamente”, informou o assessor da Suprema Corte, Leonel Marroquín, em um vídeo entregue a jornalistas.

O opositor Arévalo, de 65 anos, havia solicitado em 18 de setembro ao tribunal superior que anulasse todas as ações do Ministério Público contra o Tribunal Supremo Eleitoral (TSE) e seu partido Semilla (Semente), e que, em vez disso, processasse a polêmica procuradora-geral, Consuelo Porras.

O pedido também incluía o promotor Rafael Curruchiche, que liderou buscas nos escritórios do TSE, e o juiz Fredy Orellana, que ordenou a suspensão do Semilla por supostas irregularidades em sua formação em 2017.

Os três funcionários são considerados pelos Estados Unidos como figuras “corruptas” e “antidemocráticas” e estão proibidos de entrar em território americano desde 2021.

Arévalo, social-democrata, afirma que as ações contra seu partido são um “golpe de Estado em andamento” devido ao medo das elites de sua promessa de combater a corrupção.

Nesta quarta-feira, a Organização dos Estados Americanos (OEA) denunciou em uma resolução tentativas de “impedir uma transição pacífica do poder” em 14 de janeiro para o presidente eleito e pediu que qualquer “ato de intimidação” em Guatemala fosse interrompido.

A OEA criticou mais uma vez o Ministério Público e alguns juízes por sua cruzada contra o partido Semilla de Arévalo.

Fonte: O Globo

© 2024 Blog do Marcos Dantas. Todos os direitos reservados.
Proibida a reprodução total ou parcial do conteúdo deste site sem prévia autorização.