Conselho da Cosern vai discutir sugestões de empresários do Estado

Após reportagem publicada pela TRIBUNA DO NORTE acerca dos prejuízos a empresas relacionados a atrasos da Cosern, a Fecomércio RN sediou nesta terça (20) uma reunião entre entidades empresariais e a Companhia Energética do Rio Grande do Norte (Neoenergia Cosern), com o propósito de mediar a busca de soluções para as demandas trazidas por empresas de diferentes segmentos do comércio acerca dos serviços prestados pela concessionária de energia potiguar. Sugestões serão discutidas pelo Conselho de Consumidores da Cosern.

O presidente da Associação Potiguar de Energias Renováveis (APER/RN), Max Assunção, elencou os principais gargalhos enfrentados pelas empresas do setor energético, em especial no que se refere ao segmento de geração distribuída de energia.

“A Fecomércio RN novamente cumpre seu papel, enquanto entidade representativa do comércio potiguar, de unir as partes envolvidas para, conjuntamente, promover o diálogo na busca de soluções que beneficiem a todos”, disse o vice-presidente da Federação, Itamar Manso.

Os encaminhamentos e sugestões levantados na reunião serão levados para discussão do Conselho de Consumidores da Cosern, onde a Fecomércio Rio Grande do Norte possui assento junto a outras entidades produtivas, sociedade civil e poder público.

O diretor presidente do grupo Neoenergia Cosern, Márcio Caires, pontuou que a empresa busca continuamente por melhorias no atendimento prestado e apresentou dados que apontaram crescimento da companhia quanto à eficiência e desempenho nos serviços prestados ao longo dos anos.

A morosidade da Cosern para atender novas solicitações e também religações e a interferência nas atividades de grandes e pequenos negócios no estado foi abordada em matéria da TRIBUNA do último domingo. Entidades empresariais de diferentes segmentos reclamam que, apesar da insatisfação já ter sido levada à concessionária em diversas ocasiões, nada de concreto ocorreu, de modo a reverter o problema. Com isso, reclamam de atrasos para conclusão de empreendimentos que tem gerado prejuízos financeiros.

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Rio Grande do Norte (Fecomércio/RN) já foi procurada por empresários do setor, que listaram algumas demandas acerca do atendimento e serviços prestados pela coompanhia de energia do estado. “Fizemos um levantamento de todas as questões apresentadas e compilamos as informações, que foram enviadas, no último dia 02 de setembro, ao Conselho de Consumidores da Cosern, onde a Fecomércio/RN possui assento junto a outras entidades produtivas, sociedade civil e poder público”, informou a entidade.

O conselho é formado por representantes dos setores comercial, industrial, residencial, rural e poder público. A próxima reunião do conselho deve ocorrer nesta semana. As dificuldades na prestação de serviços da Neoenergia Cosern também tem prejudicado o setor de energias renováveis. Max Assunção, presidente da Associação Potiguar de Energias Renováveis (APER/RN) diz que, inevitavelmente, os empreendimentos dependem dos serviços da companhia após a instalação do sistema fotovoltaico, por exemplo.  “É necessário que a Cosern vá fazer a substituição do medidor. Em alguns casos é necessário alguns pequenos ajustes na rede, uma pequena obra, alguma coisa desse tipo, que mesmo feitos vem a demora que prejudica os clientes e as empresas”, pontuou Assunção.

Ele ressalta que outros segmentos passam pelo mesmo problema, inclusive quando se trata de novos consumidores. “Por exemplo, há relatos de pousadas que ficam oito meses esperando ligação por conta da Cosern, porque depende de uma pequena obra, uma interligação, passar os cabos de um lado para o outro da rua. Representantes da construção civil, do comércio, já estiveram levando essas reclamações à Cosern. Então, é generalizado o momento atual dos péssimos serviços prestados”, criticou.

Dessa forma, os custos tendem a aumentar, por exemplo, quando o consumidor está abrindo um negócio e não consegue iniciá-lo no tempo previsto porque ainda precisa da conclusão dos serviços da companhia. “É como se programar, por exemplo, para abrir um pequeno restaurante, ou uma pousada, ou qualquer negócio, mas para iniciar as operações solicita a ligação da Cosern. Mas como demora, fica sem abrir o negócio, ou, em muitos casos, opta por usar geradores. Então o prejuízo é  imenso”, explicou o presidente da APER-RN.

Tribuna do Norte