Com previsão de chuva, nível da Lagoa dos Patos aumenta 20 cm em menos de um dia

Situação nos locais com risco de alagamento, fechamento de vias e preparação do abrigo no Laranjal, na Lagoa dos Patos
Situação nos locais com risco de alagamento, fechamento de vias e preparação do abrigo no Laranjal, na Lagoa dos Patos — Foto: Michel Corvello / PMP

Em mais um dia com previsão de chuva, o nível da Lagoa dos Patos aumenta mais de 20 centímetros em menos de um dia e amanhece nesta quinta-feira a 2,76 metros na altura de Pelotas (RS). Já o Canal São Gonçalo, que liga a Lagoa Mirim à Lagoa dos Patos, chegou a 3 metros na altura da cidade. Com o escoamento das águas dos rios gaúchos, a expectativa é que o aumento perdure e seja acentuado pela continuidade das chuvas no estado.

Desde a última semana, a Defesa Civil do Rio Grande do Sul vem emitindo alertas para a “elevação significativa dos níveis” na lagoa e pedindo que a população evacuasse a região próxima às margens e buscasse locais seguros para se proteger.

A prefeitura de Pelotas divulgou no início da tarde desta terça-feira um mapa apontando quais regiões não correm risco imediato, mas devem ficar em estado de alerta, como parte do centro da cidade e nas vias em direção a Rio Grande. Para especialistas da UFPel, a mudança na direção dos ventos foi fundamental, por exemplo, para evitar uma elevação ainda maior no Canal São Lourenço — apesar disso, a via hidrológica superou a marca histórica da enchente de 1941, de 2,88 metros.

Por outro lado, essa mudança nos ventos deve dificultar o escoamento das águas da Lagoa dos Patos durante o fim de semana. Rajadas previstas entre o sul e o leste do estado devem favorecer a inundação gradual de cidades na região, como Pelotas, Rio Grande e São José do Norte.

O agravamento dos riscos geo-hidrológicos previsto para o período de 10 a 13 de maio foi anunciado em uma nota conjunta emitida na última quinta-feira pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), o Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Fonte: O Globo

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