Com aporte de R$ 8 milhões, Banco do Nordeste intensifica atuação no Baixo Açu

Os números de 2021 da agência Macau, responsável pelo atendimento do Banco do Nordeste aos municípios do Baixo Açu, revelam avanço nos investimentos agrícolas na região. As contratações rurais na unidade superaram os R$ 8 milhões, registrando um aumento de 277% em relação a 2020, em cultivos irrigados de frutas, além de carcinicultura e bovinocultura, de corte e leite.

Na esteira dos investimentos, o projeto do Distrito Irrigado do Baixo Açu — DIBA apresentou um crescimento de 325% na demanda por crédito. A implantação, ampliação e modernização de plantios de manga, limão, batata e coco consumiram R$ 3,7 milhões das linhas do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste — FNE destinadas ao campo, ante R$ 1,1 milhão no ano anterior.

Considerado o principal polo de desenvolvimento econômico da fruticultura potiguar, o DIBA foi projetado na década de 1990 e recentemente reestruturado. A recuperação de canais de irrigação, rede elétrica e estação de bombeamento deve proporcionar, de acordo com a associação de produtores, o crescimento de 2,7 mil para 5,7 mil hectares de área cultivada e mais que dobrar a produção de frutas, das atuais 70 mil para 150 mil toneladas/ano.

No projeto, vale destacar a demanda de crédito para micro e pequenas empresas rurais. Fazendo um recorte do segmento MPE no agronegócio, tem-se um aumento de 464% das contratações na agência Macau. Foram R$ 3,2 milhões em 2021, diante de R$ 688 mil em 2020. A unidade ainda registrou aumento de 220% em empréstimos para mini e pequenos produtores rurais — pessoa física – de R$ 2,2 para R$ 4,8 milhões.

“A identificação de novas regiões produtivas ou a revitalização de regiões já consolidadas são ações que estão incluídas no planejamento estratégico do Banco do Nordeste no Rio Grande do Norte. A ampliação do apoio financeiro soma-se ao esforço de outros atores que também têm investido no fortalecimento do agronegócio na região do Baixo Açu. O Nordeste tem áreas com claro potencial de se firmar como novas fronteiras agrícolas do país. Esperamos que o RN também seja feliz na estruturação de cinturões verdes para produção agrícola e pecuária”, pontua o superintendente Thiago Dantas e Silva.