Brasil tem 722 feminicídios em 2023; DF apresentou maior aumento nos casos

Familiares e amigos comparecem ao velório de uma das vítimas de feminicídio do DF em 2023, Andreia Crispim, morta pelo ex-companheiro na casa em que ela morava -  (crédito: Minervino Júnior/CB/D.A.Press)
Familiares e amigos comparecem ao velório de uma das vítimas de feminicídio do DF em 2023, Andreia Crispim, morta pelo ex-companheiro na casa em que ela morava - (crédito: Minervino Júnior/CB/D.A.Press)

O Brasil registrou, no primeiro semestre deste ano, o maior número de feminicídios desde 2019. Foram 722 casos entre janeiro e junho de 2023, 2,6% maior do que as 704 ocorrências do crime no primeiro semestre de 2022. Os dados são de um levantamento feito pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) obtido pela GloboNews.

O Distrito Federal apresentou aumento de 205% nos casos em relação ao mesmo período de 2022 e foi a Unidade de Federação (UF) que registrou o maior crescimento proporcional entre todas.  O crescimento assusta: é mais do que o triplo dos casos de 2022. No DF, os crimes do tipo saltaram de 6 para 21 em 2023.

Até o fechamento desta publicação, o DF tem a triste marca de mais de 38 feminicídios. O Correio entrou em contato com a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal para comentar o dado, mas não obteve resposta até o fechamento desta matéria. O espaço permanece aberto para eventual manifestação.

Além do DF, outras 13 UFs registraram aumento dos feminicídios. Doze tiveram queda e apenas uma Unidade de Federação se manteve estável — a Paraíba registrou 17 casos no primeiro semestre de 2022 e de 2023.

O feminicídio foi tipificado em março de 2015, por meio da Lei nº 13.104/15, e determinou penalidades mais graves para os homicídios que envolvam “violência doméstica e familiar e/ou menosprezo ou discriminação à condição de mulher”.

Sudeste puxa alta nos casos; Norte e Nordeste registram queda

A região Sudeste foi a única do país a ter um aumento nos casos no primeiro semestre: os feminicidios cresceram de 235 para 273 casos na soma entre Espírito Santo (ES), Minas Gerais (MG), Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP), uma alta de 16,2% em relação ao mesmo período de 2022.

Entre os estados da região, São Paulo foi o que apresentou a maior taxa de crescimento, de 33,7%, um aumento de 83 para 111 casos. Espírito Santo (alta de 20%) e Minas Gerais (11%) também motivaram a alta no Sudeste. O Rio de Janeiro foi o único da região que registrou queda nesse tipo de homicídio.

As outras quatro regiões registraram diminuição nos casos: Nordeste (-5,6%) e o Norte (-2,8%) foram as que mais tiveram queda nos casos.

Fonte: Correio Braziliense

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