Bolsonaro diz não “mandar” em Tarcísio: “Dá suas escorregadas”

Tarcísio de Freitas e Jair Bolsonaro
"Não está tudo certo. Eu não mando no Tarcísio. Ele é um baita de um gestor. Politicamente dá suas escorregadas. Eu jamais faria certas coisas que ele faz com a esquerda", afirmou Bolsonaro (esq.) sobre Tarcísio (dir.)

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) comentou nesta 5ª feira (16.nov.2023) sobre sua relação com o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP). Em entrevista à rádio do jornal Zero Hora, Bolsonaro criticou algumas atitudes do seu ex-ministro de Infraestrutura.

Não está tudo certo. Eu não mando no Tarcísio. Ele é um baita de um gestor. Politicamente dá suas escorregadas. Eu jamais faria certas coisas que ele faz com a esquerda“, afirmou.

Um dos alvos da crítica foi uma foto do governador de São Paulo com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT-SP). O registro foi feito em julho deste ano. Veja abaixo: 

Bolsonaro reconheceu ser necessário Tarcísio manter uma postura de diálogo com o governo federal, mas expôs ressalvas.

Eu não tiraria [a foto]. Está certo, eu sou mais radical. Eu não vou [tirar foto] porque o que eu tenho a ganhar com o Haddad, meu Deus do céu? O que eu tenho a ganhar com o pior prefeito de São Paulo? Nada. Eu, por exemplo, fiz a minha parte e tentei derrubar a reforma tributária no Senado”, disse.

O Poder360 entrou em contato com a assessoria do governador de São Paulo, mas não obteve resposta até o fechamento desta reportagem.

A relação entre Bolsonaro e Tarcísio tem sido inconstante. Em julho, o ex-presidente criticou seu afilhado político por conta da reforma da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da reforma tributária.

Eles se desentenderam publicamente durante uma reunião do PL para discutir a posição do partido sobre a proposta, um dos principais projetos econômicos defendidos pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Depois, o ex-presidente e o governador se reaproximaram. No início de novembro, Bolsonaro declarou apoio a candidatos de Tarcísio para as prefeituras de Santos e Guarulhos, em São Paulo.

Em agosto, o governador declarou ter uma dívida de gratidão” com o ex-presidente. “Foi a pessoa que me abriu as portas. Quem eu era antes do presidente Bolsonaro? Ninguém, ninguém […] E ele sempre deu força, sempre motivou”, disse. Eles estiveram juntos na Festa de Peão de Barretos (SP).

Em meio à crise da Enel depois do apagão em São Paulo, o assessor de Bolsonaro, Fabio Wajngarten, criticou as privatizações no Estado. A desestatização da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) é uma das principais bandeiras do governo Tarcísio.

Na entrevista, Bolsonaro ainda negou ter puxado o coro de “imbrochável” durante o desfile de 7 de setembro de 2022.

No microfone, não. Isso não existe. No carro de som, quando já tinha acabado o desfile, alguém gritou ‘imbrochável’ e eu respondi ‘imbrochável’ sem usar o microfone. E se tivesse falado qual o problema?”, declarou. Segundo ele, o episódio se deu quando a parada já tinha finalizado.

Bolsonaro, entretanto, usou o microfone para repetir a palavra.

O ex-presidente ainda disse não ter culpa de o 7 de Setembro ter acontecido em meio aos 45 dias que antecederam as eleições presidenciais de 2022. 

Fonte: Poder360

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