Audiência sobre privatização da Sabesp termina em protestos

Plateia na Alesp durante sessão da audiência pública em 16.nov.2023
A plateia da Alesp foi dividida entre pessoas a favor e contra a privatização da Sabesp

A audiência pública para debater a desestatização da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) realizada nesta 5ª feira (16.nov.2023) na Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo) foi marcada por discussão entre opositores e governistas no plenário e na plateia. 

Foram distribuídas a mesma quantidade de entradas para setores a favor e contra a privatização da estatal ao público. A Alesp dividiu a entrada dos grupos em acessos separados. No início da sessão, o presidente da Alesp, deputado André do Prado (PL-SP), disse que o espaço não era “briga de torcida”. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

Natália Resende, secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), abriu o debate com discurso favorável à privatização. Ela alegou que a Sabesp poderia perder até 50% dos contratos até 2038 se manter o atual modelo.

Ela afirmou que a capitalização da Sabesp fortaleceria a ação dos órgãos reguladores –como o Daee (Departamento de Águas e Energia Elétrica) e a Arsesp (Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo). O discurso foi vaiado pela parte da plateia contrária à privatização. 

A Sabesp é uma empresa superavitária para o Estado, registrando R$ 3,12 bilhões de lucro em 2022. Amauri Pollachi, diretor da Associação dos Profissionais Universitários da Sabesp, sinalizou que a empresa também tem capacidade para responder a desastres climáticos –diferente de fornecedores privados, como foi o caso da Enel, criticada pela crise energética que deixou mais de 2 milhões de pessoas sem luz na capital paulista. 

As comparações com a fornecedora de luz foram citadas em diversos momentos da noite. Débora Lima, do MTST (Movimento dos Trabalhadores sem Terra), levou ao plenário um cartaz que dizia que a “Enel de hoje é a Sabesp de amanhã”. 

Em outro momento, o deputado estadual Guto Zacarias (União Brasil-SP), que também é integrante do MBL (Movimento Brasil Livre), chamou o serviço da Sabesp de “porco”, provocando mais gritos de opositores na plateia. A PM estava presente no local e separou os grupos. Alguns manifestantes foram retirados da assembleia.

A privatização da Sabesp ainda deve passar por duas sessões, uma delas em 21 de novembro. A votação da proposta deve ocorrer em 5 de dezembro. Para ser aprovada, precisa de maioria simples (50% mais 1) dos votos no plenário.

Assista:

Estou mostrando em tempo real a audiência pública da Privatização da SABESP!
Esquerda já começou atrapalhando a Secretária de Meio Ambiente em sua fala e explicação sobre o projeto do Governo.#PrivatizaSabesp pic.twitter.com/OyN9nYHDzH

— MBL Fernanda ? (@mblfernanda) November 16, 2023

MBL presente na audiência pública de privatização da SABESP agora com @GutoZacariasMBL @renato_battista @mblfernanda @gui_tassolle @arthur_scarance e mais! pic.twitter.com/VsgyQBaNHS

— MBL – Movimento Brasil Livre (@MBLivre) November 16, 2023

URGENTE! ?

Sindicalistas contra a desestatização da Sabesp tumultuam audiência pública na Alesp, partem para cima de associados Livres que estavam acompanhando a sessão e são contidos pela Polícia! #DesestatizaSabesp pic.twitter.com/gWkfz5cll8

— LIVRES (@EuSouLivres) November 16, 2023

Na minha fala de hoje na audiência pública da SABESP:

Teve sindicato virando de costas ✅
Teve pelego vaiando ✅
Teve deputado petista me xingando ✅

Sem recuar, sem retroceder.

Missão cumprida e recado dado. pic.twitter.com/xtPnpiTV6Q

— Renato Battista (@renato_battista) November 16, 2023

Fonte: Poder360

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