Marcos Dantas

Indústria da construção potiguar suaviza retração em setembro


A Sondagem Indústria da Construção, elaborada pela FIERN, mostrou que na percepção da maioria dos executivos, a atividade do setor no Rio Grande do Norte potiguar manteve a trajetória de queda em setembro, embora de forma moderada. Contudo, ainda é considerada pelos empresários consultados como abaixo do padrão usual para o período.

Acompanhando o comportamento negativo da atividade, o número de empregados também caiu. O nível médio de Utilização da Capacidade de Operação (UCO), por sua vez, permaneceu estável em 47% em setembro, o mesmo percentual registrado nos meses de julho e agosto.

No que se refere aos indicadores avaliados trimestralmente, as empresas seguem com as condições financeiras debilitadas, como mostram os índices de satisfação, que permanecem muito baixos. Ressalte-se, contudo, que a insatisfação com a margem de lucro e com a situação financeira diminuiu, apesar do acesso ao crédito continuar difícil. Além disso, os preços médios das matérias-primas recuaram em relação ao trimestre anterior. O principal problema do trimestre, na opinião dos empresários potiguares, foi a falta de capital de giro, seguido pela demanda interna insuficiente, pela inadimplência dos clientes e pelas altas taxas de juros; a elevada carga tributária caiu da segunda para quinta colocação.

Em outubro, as expectativas dos empresários para os próximos seis meses são de estabilidade no nível de atividade e de pessimismo quanto às compras de insumos e matérias-primas, ao número de empregados e aos novos empreendimentos e serviços. Igualmente, a intenção em investir permanece baixa.

Comparando-se os indicadores avaliados pela Sondagem Indústria da Construção potiguar com os resultados nacionais divulgados nessa segunda (24) pela CNI, observa-se que, de um modo geral, as avaliações convergiram, com a diferença de que os empresários nacionais apontaram aumento nos preços médios dos insumos e matérias-primas.