Fátima Garcia: “A sociedade brasileira ainda olha uma pessoa negra como serviçal”

No Dia Nacional da Consciência Negra, o Panorama 95 (Rural FM) entrevistou a professora da Universidade Federal do RN, Maria de Fátima Garcia. Apesar de reconhecer que os negros, ao longo dos anos vem acumulando várias conquistas, ainda temos muito onde avançar, principalmente no combate ao racismo.

“A sociedade brasileira foi estruturada sobre a superioridade branca em relação a negra. O próprio processo de escravização que o Brasil viveu durante 300 anos prova isso. Dizer que o Seridó é racista, posso afirmar que sim, da mesma forma que qualquer outra cidade do Brasil. Os pilares da sociedade brasileira são escravocratas, e isso faz com que as pessoas ainda olhem uma pessoa negra como serviçal, como alguém que ele pode julgar. Não adianta uma pessoa negra ser Doutora ou Doutor, o que chega primeiro é a cor da pele e o cabelo”, explicou.

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