Marcos Dantas

Faixa 1,5 do Minha Casa Minha Vida começa a contratar moradias em todo o país


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A Caixa Econômica Federal iniciou o financiamento para imóveis da Faixa 1,5 do Programa Minha Casa Minha Vida (MCMV). A nova modalidade atenderá famílias com renda mensal de até R$ 2. 350 reais. De acordo com o Ministério das Cidades, a previsão é contratar 40 mil unidades habitacionais até o final deste ano.

As aquisições na Faixa 1,5 do MCMV estão abertas para empreendimentos contratados pela CAIXA a partir de 24/10/2016. O cliente deve atender as demais condições de análise do crédito previstas nas faixas 2 e 3. O teto para o financiamento varia de acordo com a região. Conforme a tabela de municípios, o valor vai de R$ 70 mil a R$ 135 mil, como demonstra a tabela abaixo.

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O subsídio também varia de acordo com o local em que o empreendimento está sendo construído. Vai de R$ 11 mil a 45 mil conforme o município de contratação da operação. O financiamento, com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), poderá ser feito em até 360 meses (30 anos). Os juros são de 5% ao ano acrescido de TR.

Para a nova modalidade, os empreendimentos podem ter até 500 unidades. A Faixa 1,5 era uma reinvindicação antiga dos empresários da construção civil e das organizações da sociedade civil, que enxergavam uma grande lacuna entre aqueles que estavam na Faixa 1 (renda familiar de até R$ 1,8 mil) e os que estavam na Faixa 2 (até R$ 3,6 mil) do programa habitacional.

Segundo o vice-presidente de Habitação da CAIXA, Nelson Antonio de Souza, a Faixa 1,5 irá permitir às famílias de baixa renda chegarem mais rápido à casa própria. “É uma oferta de crédito importante, para uma parte da população que não estava sendo atendida”, explica o vice-presidente. “A Faixa 1,5 com certeza vai melhorar o acesso à moradia própria e a qualidade de vida das famílias brasileiras”, completa Nelson Souza.

De acordo com o Ministério das Cidades, estão destinados R$ 4,3 bilhões em recursos para os imóveis da Faixa 1,5 do MCMV. Destes, R$ 1,9 bilhão serão em subsídios (R$ 1,8 bilhão do FGTS e R$ 180 milhões do Tesouro Nacional), e os demais R$ 2,4 bilhões em financiamentos do FGTS. Até 2018, o Governo Federal pretende contratar 600 mil casas e apartamentos em todas as faixas do Programa. Para as faixas 2 e 3, estão previstas 320 mil unidades habitacionais. As demais serão para faixa 1,5.