Quinto Constitucional: escolha majoritária acirra trabalho nos bastidores e desembargadores devem formar lista tríplice
Passada a fase de formação da lista sêxtupla para a escolha do futuro desembargador do TJRN é chegada agora a segunda fase da disputa em que três dos seis candidatos serão escolhidos pelos atuais desembargadores para formar a lista tríplice a ser encaminhada à Governadora Rosalba Ciarlini. Uma das formas de escolha da lista bastante defendida por alguns candidatos à vaga durante a campanha é bem simples: a aprovação/permanência dos três mais votados dentro da lista sêxtupla. Apesar de estar de acordo com o que foi escolhido pela categoria dos advogados, esse sistema, encontra muitas barreiras e a primeira delas está na proximidade de votos entre os candidatos.
No universo de quase 4.000 votos, uma diferença de 59 entre o primeiro e o quarto colocado não permite que se fale em escolha majoritária da categoria. E os desembargadores também possuem suas restrições, pelos corredores do TJ se ouve que eles não pretendem aceitar candidatos muito jovens. A tese, no entanto, esbarra na própria idade dos aprovados em que apenas dois dos seis possuem mais de 50 anos. Já em relação aos apoios, enquanto a mais votada Magna Letícia conta com o apoio do procurador do estado Miguel Josino, a terceira mais votada, Marisa Almeida, é apoiada pelo procurador geral de justiça. Outro candidato com apoio de peso é Verlano Medeiros, nome defendido desde o início da campanha pelo advogado Erick Pereira.