Marcos Dantas

Avicultura se apresenta como negócio viável no Rio Grande do Norte


A avicultura caipira é a atividade que mais cresce dentre todas as atividades da pecuária no Nordeste e o Rio Grande do Norte tem um grande potencial para expandir este setor típico de pequenas propriedades rurais. No início da década de 2000, poucos estados – Paraíba, Ceará, Pernambuco e Rio Grande do Norte – desenvolviam a atividade, que espalhou-se por todo o Nordeste, onde atualmente existe algo em torno de 1,4 milhão de aves caipiras, sendo a Paraíba um dos mais tradicionais na atividade há 17 anos, hoje com um plantel de 250 mil aves. A expectativa é de crescimento porque, a partir do próximo ano, empresas da Bahia e São Paulo investirão no sistema de integração com os produtores paraibanos.

As boas práticas da avicultura caipira na Paraíba foram apresentados pelo consultor técnico do Sebrae-PB, médico veterinário Vicente de Assis Ferreira, durante um seminário no Espaço Empreendedor Rural, estruturado pelo Sebrae no Rio Grande do Norte durante a Festa do Boi, em Parnamirim. Para o especialista, é essencial que sejam repassadas orientações técnicas com práticas acessíveis ao entendimento do pequeno produtor, como a vacinação, aquisição de boas linhagens, alimentação com núcleos proteicos concentrados ou rações prontas de boa qualidade, que podem ser encontradas facilmente no mercado local, oriundas do sul e sudeste do País.

Típica da agricultura familiar, a atividade é desenvolvida com aves de pequeno porte, que ocupam pouco espaço durante toda a sua criação. Normalmente as aves ficam soltas no campo se alimentando do verde, insetos e pastagem e depois são levadas para o galpão, onde complementa a alimentação com núcleos proteicos. O assessor técnico da Emater-PB, Vicente de Assis, também garante que há um grande equívoco da sociedade consumidora em relação ao uso de hormônios na produção de frangos de granja e agora com as aves caipiras de galpão. “Isso tornou-se uma lenda, mas não passa de um grande equívoco do consumidor que desconhece o processo de produção”, garante Assis.